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Fazer compras durante as férias – orientações para destinos fora da União Europeia

Einkaufen im Urlaub – Richtmengen innerhalb der EU

Se viajou para um país fora da União Europeia, para um território especial ou para a Heligolândia, e quer evitar o pagamento de taxas em produtos que lá comprou, terá que seguir as orientações que limitam a quantidade ou valor dos itens que podem ser importados.

As duas regras mais importantes são:

1. O viajante transporta os bens pessoalmente

Isto significa que os bens são transportados da mesma forma que o viajante. Se os bens forem transportados na bagagem ou de outra forma, ou se forem enviados por correio, não são considerados como sendo transportados pelo próprio viajante.

2. Os produtos são para consumo privado

Os produtos apenas podem ser utilizados pelo viajante, familiares próximos, ou oferecidos como presente. Recomenda-se que seja guardado um documento de prova, como por exemplo, uma fatura ou recibo.

Lembre-se que álcool e produtos de tabaco apenas podem ser trazidos para a UE por indivíduos com idade igual ou superior a 17 anos.

Quantidade máxima de produtos de tabaco

Cigarros -> 200 por pessoa

Cigarrilhas -> 100 por pessoa

Cigarrilhas -> 50 por pessoa

Tabaco para fumar -> 250 gramas por pessoa

Quantidade máxima de bebidas alcoólicas

Bebidas espirituosas com mais de 22% volume -> 1 litro por pessoa

Bebidas alcoólicas até 22% volume -> 2 litros por pessoa

Vinho não espumante -> 4 litros por pessoa

Cerveja -> 16 litros por pessoa

Quantidade máxima de medicamentos

O viajante apenas pode transportar a quantidade necessária para seu uso pessoal.

Quantidade máxima de combustível

Para além do combustível transportado no depósito do veículo, podem ser transportados 10 litros adicionais num reservatório portátil.

Exceções às quantidades máximas

  • Verifique se as orientações sobre o limite de quantidades apenas se aplicam a algumas pessoas como, por exemplo, residentes de áreas próximas de fronteiras, indivíduos que viajam diariamente entre fronteiras, tripulações de aviões ou navios, ou condutores de autocarros de excursões.
  • O valor dos bens, incluindo o valor do IVA aplicável no país onde foram comprados, é utilizado para determinar se o limite permitido foi ultrapassado ou não.
  • As quantidades permitidas ou valores limite de vários indivíduos não podem ser combinados.

Produtos alimentares

Se planeia importar produtos animais para consumo privado dentro da UE, deverá pesquisar sobre o assunto, uma vez que existem orientações rigorosas.

A carne, o leite e também produtos como salsichas ou queijo, poderão ter que ser verificados por um veterinário antes de serem trazidos para o país. Poderá ter que obter determinadas certificações e deverá manter certa documentação consigo sempre.

Outros Produtos

Terá que declarar quaisquer produtos que tenha comprado durante as suas férias, caso o valor total das compras exceda os €300. Se viajar de avião ou de barco, o valor limite são €430. Viajantes com idades inferiores a 15 anos podem trazer produtos cujo valor total seja até €175. O valor de produtos mais caros não pode ser dividido entre várias pessoas.

Dinheiro

Valores em dinheiro que sejam superiores a €1000 necessitam previamente de uma declaração aduaneira. Moedas e papel-moeda que se tratem de moeda legal, bem como moedas ou papel-moeda que não se tratem de moeda legal, mas que possa ser trocada por moeda legal, são considerados dinheiro.

Animais e plantas

Espécies protegidas (tanto animais como plantas) não podem ser importadas para a UE! Deverá confirmar quais são os produtos proibidos antes de viajar. Os comerciantes locais podem oferecer-se para lhe emitir um chamado “certificado de exportação”. No entanto, este documento apenas pode ser emitido pelas autoridades aduaneiras do país em questão. Se tentar, ainda assim, trazer consigo algum produto proibido, este será confiscado.

Bagagem

Se viajar com produtos bastante caros tais como equipamento fotográfico profissional ou joalharia, os funcionários aduaneiros poderão levantar suspeitas. Conte que lhe sejam solicitadas provas de que não comprou os produtos no estrangeiro. Pode levar consigo as respetivas faturas ou tirar fotos dos produtos que mostrem o seu número de registo.

Produtos de marcas falsificadas

Replicas e cópias de produtos de marca apenas podem ser importados para uso privado. Se a quantidade destes artigos for particularmente grande, ou se os funcionários aduaneiros levantarem suspeitas, poderão haver consequências. Os proprietários dos direitos de marca poderão exigir que todos os produtos falsificados sejam confiscados.

Fazer compras durante as férias – orientações para destinos dentro da União Europeia

 

Einkaufen im Urlaub – Richtmengen außerhalb der EU IISerá que pode trazer para casa o vinho que comprou nas suas férias? E tabaco, medicamentos e dinheiro? Souvenires como cigarros e álcool, bem como produtos animais, como leite ou vestuário de couro, podem trazer-lhe problemas na estância aduaneira. Descubra aqui o que precisa de saber sobre os souvenires comprados dentro ou fora da UE.

Se viajar nos países membros da UE, não existem muitas limitações. Graças a uma das leis fundamentais da UE, o “direito à livre circulação”, quase tudo pode ser transportado entre fronteiras, desde que seja para consumo privado.

Orientações gerais

Existem algumas exceções e limites a ter em conta:

Álcool e tabaco são considerados alimentos semi-luxuosos nas estâncias aduaneiras. Desta forma, existem alguns limites a respeitar. Todas as embalagens devem ter uma etiqueta que mostre o imposto de selo e informação sobre o teor de nicotina e alcatrão.

Cigarros 800 por pessoa

Cigarrilhas 400 por pessoa

Charutos 200 por pessoa

Tabaco para fumar 1 quilograma por pessoa

Note que:

Até 31 de dezembro de 2017, um indivíduo pode apenas transportar até 200 cigarros comprados na Croácia, Letónia, Lituânia, Hungria, Roménia ou Bulgária para propósitos de consumo privado sem pagar taxas.

Bebidas espirituosas 10 litros por pessoa

(E.g. Brandy, whisky, vodka, rum)

Bebidas alcoólicas açucaradas 10 litros por pessoa

(e.g. Refrigerantes alcoólicos)

Produtos não classificados 20 litros por pessoa

(e.g. xerez, vinho do porto, vinho marsala)

Vinho frisante 60 litros por pessoa

Cerveja 110 litros por pessoa

Não existe limite para o vinho importado da Alemanha ou de outro país membro da UE para propósitos de consumo privado.

Na Alemanha existe um limite imposto para o café e produtos que contenham café. Cada pessoa pode importar 10 quilogramas de café e 10 quilogramas de produtos que contenham café de outro país membro da UE.

Se quantidades dos produtos transportados excederem o limite estipulado, podem levantar-se suspeitas de que os produtos foram comprados para fins comerciais. Deverá tentar provar que os produtos que está a transportar são para consumo privado. De outra forma, terá que pagar os impostos exigidos.

As orientações acima indicadas apenas se aplicam a indivíduos privados que transportam pessoalmente os produtos de um país membro da UE para outro. Os impostos devem ser pagos no país membro no qual os produtos foram comprados de forma habitual.

Viajar dentro da UE em países não membros

A sua viajem exige que passe por um país que não é membro da UE, e.g. Suíça. Deverá verificar se os limites estipulados são inferiores ou se existe qualquer outra regra que deva saber. Não terá que pagar taxas quando importa produtos dentro dos limites acima indicados para a Alemanha, desde que consiga provar que os produtos foram comprados na UE. Uma fatura/recibo deverá ser suficiente.

Direito a Indemnização em Caso de Atraso ou Cancelamento do Voo

Depressed traveler waiting at airport after flights delays and cancellations

Muitos de nós já passamos por esta situação. O voo está reservado e pensa que tudo está a correr em conformidade quando… SURPRESA! O voo atrasa-se ou é cancelado definitivamente. Em algumas alturas, como os períodos de férias, o problema consegue ser resolvido de forma relativamente fácil. Mas e o que acontece no caso de se tratar de uma viagem de negócios, ou na qual possa haver algum conflito de horários, e possa perder dinheiro por este motivo? É aqui que entra a indemnização a solicitar à companhia aérea.

Se partir de algum país da União Europeia, ou a própria companhia aérea estiver sediada na UE, a legislação atribui-lhe o direito à indemnização em determinadas circunstâncias. A maioria das companhias aéreas têm políticas de compensação, mas estas variam de companhia para companhia e de país para país. Se estiver a viajar de Nova Iorque para o Brasil, por exemplo, e o seu voo estiver atrasado ou for cancelado, terá que contactar a companhia aérea desse voo em concreto para pedir ajuda.

Regras de Compensação na UE – Atrasos

As disposições relativas à indemnização na UE variam de acordo com o número de horas de atraso e se está a viajar dentro ou para fora da UE.

 Se o seu voo tiver um atraso superior a 2 horas, independentemente do lugar, terá direito a comida e bebida gratuita, bem como a chamadas telefónicas que lhe serão atribuídas sob a forma de vouchers que pode utilizar dentro do aeroporto. Se o staff do aeroporto não o abordar para o efeito e se não conseguir encontrar ajuda, deverá manter consigo os recibos do seu bilhete e, posteriormente, solicitar a devolução do valor à companhia aérea. O reembolso não inclui bebidas alcoólicas nem refeições completas em restaurantes.

 Se o seu voo tiver um atraso superior a 3 horas e estiver a viajar dentro da UE, terá direito às compensações acima referidas e a uma compensação adicional, desde que se prove que o atraso é da responsabilidade da companhia aérea (tal exclui condições meteorológicas adversas ou greve de trabalhadores). Se o seu voo percorrer uma distância menor que 1,500km pode solicitar uma indemnização até €250. Indemnizações até €400 podem ser solicitadas para viagens de maior distância.

 Se o seu voo tiver um atraso de 3 a 4 horas, em viagens da UE para o exterior, e a distância percorrida for superior a 3500km, pode solicitar uma indemnização até €300.

 Para voos com mais de 4 horas de atraso, em viagens da UE para o exterior e a distância percorrida for superior a 3500km, pode solicitar uma indemnização até €600.

 Se o seu voo tiver um atraso superior a 5 horas, independentemente do destino, terá direito ao reembolso total do seu voo e de quaisquer outros voos de ligação incluídos na sua rota. Ainda assim, no caso de optar por esperar pelo seu voo, terá direito a uma compensação de €600 se o atraso for da responsabilidade da companhia aérea.

 Se o atraso do seu voo durar de um dia para o outro, terá direito a todas as compensações acima referidas, bem como a alojamento gratuito num hotel próximo.

Regras de Compensação na UE – Cancelamentos

 Se o seu voo for cancelado, terá direito ao reembolso total sobre o voo em questão, e quaisquer outros voos de ligação incluídos na sua rota, ou a um voo de substituição. Neste caso, são aplicáveis as regras de compensação para atrasos acima mencionadas.

 Se o seu voo for cancelado num prazo inferior a 7 dias antes da partida, e neste caso optar por um voo de substituição em vez do reembolso, poderá solicitar uma indemnização no valor de €125. Isto se o novo voo partir pelo menos 1 hora mais cedo e chegar 2 horas mais tarde do que o voo inicial. (Para voos que percorram uma distância inferior a 1500km).

 Se o voo chegar com mais de 2 horas de atraso em relação ao voo original, pode solicitar uma indemnização de €250.

 Para distâncias entre 1500km e 3500km, pode solicitar uma indemnização de €200 se o voo partir pelo menos 1 hora mais cedo ou se chegar até 3 horas mais tarde do que o voo original.

 Se o voo chegar com mais de 3 horas de atraso em relação ao voo original, pode solicitar uma indemnização de €400.

 Para distâncias superiores a 3500km, pode solicitar uma indemnização de €300 se o voo partir pelo menos 1 hora mais cedo ou se chegar até 4 horas mais tarde do que o voo original.

 Se o voo chegar com mais de 4 horas de atraso em relação ao voo original, pode solicitar uma indemnização de €600.

A mesma compensação é aplicada a voos cancelados até 14 dias antes da partida, mas apenas se o embarque se realizar duas horas antes do previsto para o voo original.

Todas as companhias aéreas têm políticas oficiais e linhas de apoio para processamento das indemnizações. Desde que tenha os recibos do seu bilhete consigo, não deverá ter qualquer problema. No entanto, se a indemnização lhe for recusada, pode fazer queixa da companhia aérea à Autoridade da Aviação Civil que irá avaliar a situação.

O ecrã do seu telemóvel pode estar a prejudicar o seu sono

Your Phone’s Screen Could Be Damaging Your

Utiliza muito o seu telemóvel à noite ou imediatamente antes de se deitar? De acordo com especialistas, atualizar o seu estado nas redes sociais ou verificar o seu email antes de se deitar pode perturbar o seu sono. É certo que muitas pessoas têm dificuldade em dormir. Mas se se identifica com esta descrição, a culpa poderá ser da luz azul emitida pelos ecrãs HD dos nossos telemóveis, que são cada vez maiores e mais nítidos.

Pesquisas sugerem que ecrãs deste tipo utilizam a chamada luz azul de onda curta, que pode interferir com o seu relógio biológico. O ser humano evoluiu de forma a reconhecer a hora do dia através da quantidade de luz que captada pelos olhos. Á medida que anoitece e que a quantidade de luz diminui, o cérebro vai produzindo melatonina, o que nos ajuda a adormecer.

A luz emitida pelos telemóveis suprime a produção de melatonina e mantem-nos alerta, causando dificuldade em adormecer e em ter um sono contínuo. Dados mostram que utilizar o telemóvel imediatamente antes de se deitar pode mante-lo acordado durante mais uma hora. Adicionalmente, se este for um hábito regular, pode ter menos tempo de sono REM, uma fase importante do sono na qual as memórias são armazenadas.

Os cientistas também acreditam que a luz azul pode danificar os olhos, ainda que sejam necessários estudos adicionais para explorar esta questão.

No entanto, antes que atire o seu equipamento pela janela fora, existe uma aplicação que pode ajudar neste tipo de distúrbio do sono. (Afinal, os telemóveis não são assim tão maus).

A aplicação Twilight parece ser a mais popular hoje em dia, mas existem muitas outras aplicações semelhantes. Utilizada manualmente ou configurada com o relógio do seu telemóvel, a aplicação adiciona um filtro vermelho ao ecrã que atenua a luz azul. Ao adicionar este filtro, irá notar uma tonalidade avermelhada no seu ecrã. No entanto, esta alteração é subtil e de fácil habituação, a não ser que planeie ver, por exemplo, um filme. Curiosamente, quando desativar o filtro pode vir até a achar que a luz azul é, de facto, incomodativa.

Para além de eliminar os efeitos impercetíveis da luz azul, estas aplicações também reduzem o brilho do ecrã, o que, por sua vez, irá reduzir a fadiga ocular.

A Twilight, uma das aplicações mais avançadas que também inclui uma versão premium, pode também ajustar o equilíbrio entre a luz vermelha e a luz azul, com base em informações locais sobre o nascer e o pôr-do-sol. Uma outra aplicação chamada CF.lumen alega ser capaz de preservar o detalhe que é por vezes perdido com outras aplicações, como por exemplo, as tonalidades de vermelho escuro (quase preto).

Por este motivo, os criadores de telemóveis estão a tentar criar ecrãs que consigam regular a luz azul sem necessidade de aplicações adicionais e sem afetar a qualidade do ecrã.

De qualquer forma, isto não significa que a luz azul seja totalmente má. Ainda que seja problemática para o sono, os investigadores acreditam que, na situação inversa, pode ser tão boa como uma chávena de café para o ajudar a acordar de manhã.

O Que Fazer Se o Seu Telemóvel Deixar de Funcionar

What To Do If Your Mobile Phone Has Stopped Working2

O que acontece se o seu telemóvel deixar de funcionar? Não estamos a falar no caso de ter deixado o telemóvel cair, ou de o ter posto na máquina de lavar acidentalmente – mas sim quando simplesmente o telemóvel se recusa a ligar ou deixa de funciona corretamente sem razão aparente.

Neste caso, felizmente, existem algumas opções que o podem ajudar a solucionar o problema.

Garantia de Fabricante

Como qualquer outro produto, todos os telemóveis, quer comprados como parte de um contrato ou não, têm garantia de fabricante. Em termos leigos, isto significa que é seu direito ter o equipamento reparado ou substituído de forma gratuita pelo fabricante, caso a falha/dano não seja da sua responsabilidade. Assim, se o telemóvel simplesmente deixar de funcionar e não tiver sido por o ter levado a dar um mergulho no mar, não deverá ter qualquer problema ao fazer uma reclamação.

Para saber qual é o prazo da garantia do seu telemóvel, verifique a caixa do equipamento e a informação lá incluída. O iPhone, por exemplo, vem com um ano de garantia. Findo o prazo de um ano, o fabricante pode cobrar o arranjo do equipamento.

Integrado em Contrato

As garantias de fabricante estão normalmente separadas da operadora e, caso esteja num contrato, não assuma que está salvaguardado durante toda a duração do contrato. Pode ter um contrato de 2 anos com a Vodafone por um iPhone, mas a garantia ser válida apenas por um ano.

As operadoras, no entanto, podem ter as suas próprias políticas de reparação e substituição. Esta informação pode ser encontrada nas letras pequeninas do seu contrato. Atualmente é habitual que a garantia cubra os equipamentos durante toda a duração do contrato, nos contratos mais caros.

De acordo com a Lei nº 24/96 da Lei de Defesa do Consumidor de 31 de Julho, os produtos comercializados “devem ser aptos a satisfazer os fins a que se destinam e a produzir os efeitos que se lhes atribuem”. As associações de defesa do consumidor alegam que se uma operadora oferecer um contrato de 2 anos e durante esse período o telemóvel deixar de funcionar, então este não está a “produzir os efeitos que se lhes atribuem”.

Enquanto muitas operadoras não concordam com este argumento, outras irão ceder e reparar ou substituir o equipamento como um “gesto de boa vontade”, desde que não existam provas de que o dano foi causado por negligência sua.

Outras Considerações

Em Portugal, se fizer uma reclamação dentro da garantia, dispõe de 2 meses para apresenta-la após identificação do dano. O equipamento será encaminhado para análise para que se verifique se a garantia cobre ou não aquele tipo de dano. De qualquer forma, num prazo máximo de 30 dias o fabricante/vendedor terá que lhe dar uma resposta quanto à sua reclamação. Isto tanto no caso de o dano estar coberto pela garantia, ou não.

Caso não esteja, o fabricante/vendedor pode apresentar-lhe um orçamento e, caso aceite, poderá reparar-lhe o equipamento. Por norma, danos físicos não costumam estar abrangidos pela garantia, a não ser que se trate de uma fraqueza comum a todos os equipamentos.

O Que Fazer Se Achar Que Comprou Um Telemóvel Roubado

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Infelizmente, uma pequena percentagem dos bens comercializados são roubados. Isto é especialmente verdade nos bens vendidos em grandes volumes, como é o caso dos telemóveis. Se acredita que comprou um telemóvel roubado pela internet ou por outro meio, está protegido pela lei desde que relate o sucedido à polícia e alegue que, no momento da compra, não tinha consciência de que se tratava de um item roubado.

Contacte a Polícia

Pode contactar a esquadra mais próxima ao ligar o número 112. Pode também fazer a denúncia de forma presencial na esquadra da polícia local. A polícia irá averiguar se houve algum item que tivesse sido declarado como perdido ou roubado e, potencialmente, abrir uma investigação caso apresente documentos justificativos. Entretanto, a polícia poderá solicitar-lhe que mantenha o equipamento em sua posse, mas se existirem provas de que este foi de facto roubado, tentarão devolve-lo ao legítimo proprietário.

Ser-lhe-á recomendado que não devolva o item ao proprietário de forma autónoma, ainda que esteja em contacto com a polícia, uma vez que tal pode ser considerado como “recetação”.

Solicitar um Reembolso ao Vendedor

Lembre-se que ainda que determinado item tenha sido roubado, isto não significa que a pessoa que o vendeu seja a mesma que o roubou, ou que estava ciente de que se tratava de um item roubado. Deverá contacta-los educadamente e solicitar um reembolso, indicando o número de registo da ocorrência e outros detalhes da esquadra da polícia local. De acordo com a Lei da Defesa do Consumidor, terá direito ao reembolso.

Se não conseguir contactar o vendedor mas tiver feito a compra com um cartão de débito ou crédito, poderá contactar o banco ou a agência responsável pelo seu cartão e solicitar um estorno.

Se comprou o telemóvel online através de um site como o eBay ou a Amazon, também pode solicitar uma disputa nas respetivas plataformas e, à partida, irão agir em seu favor, devolvendo-lhe a totalidade do valor.

Se, ainda assim, não tiver sorte com a disputa, mas tiver os dados pessoais do vendedor, pode abrir uma queixa em tribunal contra ele. Este procedimento apenas se justifica se se tratar de um item particularmente caro, uma vez que existirão custos judiciais envolvidos.

Prevenção

Deverá recorrer sempre ao senso comum na compra de um telemóvel por outras vias que não os revendedores habituais. Comprar um equipamento a um amigo ou familiar é uma coisa, mas comprar a um desconhecido num bar ou na rua é mais arriscado, especialmente se não tiver forma de voltar a contactar o vendedor.

Ao realizar compras online, confirme o histórico do vendedor e o feedback dos seus clientes sempre que possível. Também poderá valer a pena perguntar ao vendedor qual é o IMEI do telemóvel. Este é um identificador único assinalado na caixa do equipamento, em documentos comprovativos ou perto da bateria do próprio equipamento. Se o vendedor hesitar em lhe prestar esta informação, poderá tratar-se de um equipamento roubado.

Evite surpresas dispendiosas no aluguer de viaturas

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As suas férias estão planeadas e o quarto de hotel reservado. Agora só precisa de alugar um carro para que se possa deslocar e desfrutar de umas férias inesquecíveis. No entanto, não deve apenas reservar um carro em qualquer empresa de aluguer de automóveis. Existem alguns aspetos a considerar.

Neste caso, faz sentido olhar para o passado e não para o futuro. Certamente que existem avaliações muito recentes sobre dada empresa – principalmente reclamações – e em especial após a época alta do verão. Estas avaliações são úteis na medida em que oferecem uma primeira impressão sobre as empresas de aluguer de automóveis e sobre o seu serviço. A maioria das reclamações, possivelmente, são sobre as políticas de reabastecimento, vendedores que insistem na compra de seguros adicionais ou sobre as fracas condições do veículo em si.

Assim que se decida pelo aluguer de um veículo, deverá iniciar uma pesquisa para comparar preços online. Preste atenção às políticas de reabastecimento da empresa! As duas políticas mais comuns são a de “Combustível Pré-Pago” e a de “Tanque Cheio”. Como o nome indica, as empresas aderentes à política de Combustível Pré-Pago facultam aos clientes um veículo com o depósito cheio. Esta regra está muitas vezes associada a custos superiores sobre o abastecimento inicial do depósito e pode também incluir taxas sobre outros serviços. Neste caso, aquando da devolução do veículo, normalmente o depósito ainda contém uma quantidade substancial de combustível, o que representa perda de dinheiro. A política “Tanque Cheio” é mais justa e faz mais sentido. Aqui, recebe o carro de aluguer com o depósito cheio e terá que o voltar a encher quando o devolver. Este último reabastecimento não é da responsabilidade da empresa de aluguer de automóveis. Esta pode cobrar até duas a três vezes mais do que o preço normalmente praticado sobre o combustível. Assegure-se que solicita um recibo do reabastecimento do depósito e o mantém até ao fim da sua viagem. Também pode tirar uma fotografia ao recibo.

Garanta que tem acionado um seguro contra todos os riscos que inclua: um seguro de responsabilidade, cobertura para danos de colisão e seguro contra roubo. Desta forma, não irá necessitar de seguros adicionais oferecidos pela empresa de aluguer de automóveis. Normalmente, as apólices de seguro oferecidas em aeroportos são excessivamente caras. Leia cuidadosamente o contrato do seu plano de seguro e atente nos tipos de dano cobertos pelo seguro.

Caso se aperceba que o veículo alugado não está em boas condições ou está sujo, deverá solicitar um veículo de substituição imediatamente. Se não lhe for atribuído um veículo de substituição, anote, no contrato de aluguer, as condições em que o veículo lhe foi atribuído e recolha a assinatura de um funcionário.

Existem outros fatores que podem resultar em custos adicionais: a recolha do veículo em aeroportos, viagens apenas de ida, condutores adicionais, condutores jovens ou inexperientes, entrega do veículo em hotéis e extras tais como sistemas de navegação ou cadeirinhas para crianças. Deverá ter em conta que um dia de aluguer tem a duração de 24 horas. Isto significa que se for buscar um veículo no dia 15 de agosto às 10:00 e o devolver no dia seguinte as 12:00, terá que pagar o preço completo do segundo dia. Deverá informar-se se são cobradas taxas adicionais por devolver o carro mais tarde.

Uma pequena dica: algumas empresas de aluguer de automóveis oferecem extras a uma pequena taxa que, por vezes, acabam por compensar.

Qual é o destino de férias ideal?

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Todos os anos se pergunta o mesmo: para onde devo viajar este ano?

1. Faça uma lista das coisas que lhe interessam

Saber quais são os seus interesses é um bom ponto de partida. Decida para que continente quer viajar, faça uma lista dos países que sempre quis visitar e pense no tipo de férias que gostaria de ter. Estas são questões a considerar quando se trata de escolher um destino.

2. Faça um orçamento

Fazer um orçamento é muito importante para o planeamento das suas férias. Com o orçamento feito, pode pesquisar os preços dos voos e do alojamento em diversos países. Isto irá tornar uma posterior comparação de preços muito mais fácil.

3. Determine a duração da sua viagem e pesquise possíveis diferenças horárias

Também é importante considerar a duração das suas férias no planeamento da sua viagem perfeita. Se estiver a planear uma viagem curta, deverá escolher um destino que não seja demasiado longe. Se planear viajar para um local com um fuso horário diferente, deverá ter em conta a duração do voo e o jet lag.

4. Verifique as informações do voo

Antes de viajar, deverá pesquisar sobre a duração do voo, sobre regras relativas à bagagem e possíveis escalas.

5. Pesquise possíveis riscos ou avisos em relação ao seu destino

Ainda que, de certa forma, pareça paranoia, deverá estar a par de atuais eventos, riscos e avisos. Esta recomendação aplica-se especialmente a países que possam ser afetados por desastres naturais.

6. Verifique as condições meteorológicas no seu destino

Cada país tem as suas estações. Deverá verificar qual é a altura do ano com as melhores condições para os seus planos de férias.

7. Pesquise eventos locais no seu destino

Eventos locais são uma ótima forma de conhecer a cultura e o povo do seu destino. Pesquisar este tipo de eventos antecipadamente vale muito a pena.

8. Pesquise os requisitos de entrada no país de destino

Definitivamente, deverá pesquisar os requisitos de entrada e de visto do seu país de destino, bem como custos associados e tempos de espera antes da sua viagem.

9. Verifique se tem todas as vacinações exigidas

É importante manter-se saudável enquanto viaja. Deverá garantir que tem todas as vacinações recomendadas e, se necessário, tome uma revacinação. Alguns países irão negar-lhe a entrada se não tiver como provar que recebeu todas as vacinações exigidas

10. Risque da sua lista todos os locais que não cumprem os seus requisitos

Uma vez trabalhados os nove passos anteriores, deverá ser fácil escolher o seu destino de férias perfeito. Apenas risque da sua lista todos os locais que não cumprem os seus requisitos. E voilà, está pronto para as suas férias perfeitas!

Serralheiros – frustrantes e caros

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Acontece a imensas pessoas: a porta fecha-se atrás de si, mas a chave ficou dentro de casa. Pode ter deixado a chave na fechadura ou pode tê-la perdido. Pode tanto perder a cabeça como conseguir manter-se calmo e saber imediatamente o que deve fazer. Os serralheiros, por norma, praticam preços elevados e são normalmente burlões. No entanto, pode poupar um pouco se seguir algumas das seguintes dicas.

Se tiver a certeza que apenas deixou a chave na fechadura, é melhor perguntar aos seus vizinhos se, por acaso, a encontraram. Se este não for o caso, e se existir um responsável pelo condomínio ou propriedade, pode contactá-lo para averiguar se existe uma chave suplente. Na verdade, é ilegal que os responsáveis pela propriedade tenham chaves suplentes. No entanto, em caso afirmativo, pode combinar com o responsável pelo condomínio ou propriedade, para recolher a chave ou pedir que passem pela sua casa para lhe abrir a porta. Em caso negativo, pode perguntar à pessoa responsável se conhece um serralheiro ou se lhe pode recomendar algum.

Se nenhuma das sugestões anteriores se aplicar e a porta continuar trancada, deverá pesquisar online por serralheiros perto de si. Estes normalmente cobram pela distância ou duração da viagem. Muitas páginas web permitem-lhe comparar preços, o que facilita na pesquisa pelo serralheiro mais económico e mais próximo de si.

É importante escolher um serralheiro com boa reputação. Um negócio com boa reputação terá sempre uma morada profissional e uma página web com informações sobre a empresa. Fuja de serralheiros que apenas publiquem o seu número de telemóvel ou de empresas que alegam ter franquias por todo o país. Estes últimos, normalmente, gastam imenso dinheiro em publicidade de forma a que sejam apresentados em primeiro lugar em listas telefónicas e pesquisas do Google. Alem disso, cobram mais do que o normal aos seus clientes de forma a recuperar o dinheiro que investiram em publicidade.

Se só encontrar serralheiros que apenas forneçam o seu número de telemóvel como contacto profissional, deverá solicitar-lhes que tragam a sua licença comercial. Este documento é obrigatório para as empresas que ofereçam este tipo de serviços. É necessário ter cuidado na escolha de um serralheiro, uma vez que as burlas são comuns nesta área de negócio. Também pode confirmar online se certa empresa está indicada em lista negra.

Quando um serralheiro com boa reputação chegar ao local, irá escrever um relatório, do qual o cliente irá receber uma cópia. O serralheiro irá apontar o seu número de identificação para sua própria proteção. Isto porque, muitas vezes, há quem finja viver em certo local para conseguir acesso ao apartamento. Depois de ter completado a tarefa, o serralheiro irá emitir uma fatura detalhada que irá incluir a sua morada profissional e os itens individuais que perfazem o custo total.

O que é incluído no custo total do serviço?

Um serralheiro com boa reputação irá informá-lo que o custo para destrancar uma porta irá depender de se a porta tiver apenas batido ou se estiver realmente trancada.

O custo total inclui os seguintes itens:

  • Custos de deslocação
  • Destrancar a porta
  • A nova fechadura mais a comissão do serralheiro
  • Montagem
  • Possível sobretaxa de férias ou de período noturno
  • IVA

Uma última dica:

Se tiver um seguro habitação, deverá confirmar se parte do custo será coberto pelo seu seguro. Adicionalmente, se tiver perdido as suas chaves durante uma viagem, o seu seguro de viagens poderá também cobrir o custo.

O que fazer quando o seu telemóvel é roubado?

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O telemóvel desapareceu! Todos os dias, milhões de pessoas passam por esta situação. Distraíram-se apenas por um momento e agora o telemóvel desapareceu da mesa. Está agora no bolso de um estranho qualquer. Os metros sobrelotados também apresentam boas oportunidades para os carteiristas roubarem o telemóvel de alguém.

O roubo de um telemóvel não é apenas inconveniente. Pode também ser muito caro e resultar na perda de muitas informações pessoais. Se o telemóvel não tiver sido desligado, os ladrões podem fazer chamadas ou enviar um sem número de mensagens.

Nesta situação deverá contactar a sua operadora, assim que perceba que perdeu o seu telemóvel. Pode contactar uma linha especial para solicitar o bloqueio do seu cartão sim. Para tal, irá precisar do código IMEI (de cinco dígitos) do seu telemóvel. O código IMEI pode ser encontrado na embalagem original do seu telemóvel. Também poderá introduzir o código *#06# no seu telemóvel e o código IMEI será apresentado no seu ecrã. Claramente, deverá fazer isto enquanto pode. Uma vez que o telemóvel tenha sido roubado, esta opção deixa de estar disponível. Se possível, uma testemunha deverá estar presente quando tentar bloquear o seu telemóvel. Também pode bloquear o telemóvel enviando um email ou fax à operadora. No entanto, o processo é mais rápido se a contactar por chamada telefónica. Note que algumas operadoras podem cobrar uma taxa pelo bloqueio do seu cartão sim.

Quando o seu telemóvel já tiver sido bloqueado e quando já tiver ultrapassado o choque inicial, deverá também participar o roubo à polícia. A participação deve ser feita não apenas por ser um “procedimento normal”. Algumas operadoras exigem um relatório da polícia para limitar a responsabilidade sobre quaisquer chamadas que tenham sido efetuadas após o roubo. Se tiver um seguro sobre o seu telemóvel, este será apenas acionado se a denúncia do roubo tiver sido realizada. A policia irá indicar o IMEI como roubado, o que lhes permite identificar o telemóvel no caso de este reaparecer.

Após bloquear o telemóvel e denunciar o roubo, pode tentar apagar os seus dados e localizar o telemóvel remotamente. Isto apenas é possível se o telemóvel estiver ligado e se o cartão SIM não tiver sido removido. Os utilizadores de Android e iPhone podem também aceder às suas contas online e tentar localizar ou bloquear os seus telemóveis para eliminar toda a informação pessoal.

ATENÇÃO: se gostar de viajar para países exóticos, por favor assegure-se que +351 é o indicativo correto. Por exemplo, se estiver a ligar de Singapura deverá marcar +144.